HIPERTROFIA MUSCULAR


A adesão às academias acontece por diversos motivos, que variam de acordo com os objetivos e interesses de cada pessoa, podendo ser para fins estéticos, de saúde, esportivos, etc. Na maioria dos casos, as pessoas buscam por um corpo mais bonito e atrativo, e consequentemente emagrecer e/ou ganhar músculos.

Esse processo de ganhar músculos é conhecido como hipertrofia muscular e envolve uma série de fatores. Em primeiro lugar, o músculo precisa ser estimulado adequadamente com uma boa carga de treinamento (número de séries, repetições, intervalos, exercícios, etc.). Em um artigo, Lima e colaboradores (2006) relataram que, para cada grupo muscular (ex.: peito, costas, bíceps, etc.) um volume de treinamento composto por quatro a seis séries (de um ou mais exercícios) de oito a 20 repetições, com pausas de dois a três minutos e intensidade de 60 a 85% de uma repetição máxima (1RM) é comumente citado nas referências como programas de treinamento capazes de gerar hipertrofia em pessoas destreinadas, podendo ter variações no número de séries, repetições e outras variáveis, dependendo do nível de treinamento.

O biotipo também é um fator que influencia na hipertrofia, de acordo com a predominância dos tipos de fibras musculares. Existem três tipos de fibras, sendo: I, IIA e IIB, com características de contração mais fraca e mais lenta, moderada forte e moderada rápida e muito forte e muito rápida, respectivamente.

  • Tipo I – contração mais fraca e mais lenta

  • Tipo IIA – contração moderada forte e moderada rápida

  • Tipo IIB – contração muito forte e muito rápida

De quanto mais fibras IIB o biotipo do indivíduo for constituído, melhor para a hipertrofia.

O terceiro fator e não menos importante que os já citados, é o descanso. Quando o músculo é estimulado com exercícios de força, ocorrem as micro lesões no tecido muscular, que são lesões bem pequenas causadas pela grande tensão gerada quando se faz o exercício. Depois de uma sessão de treinamento, o sistema nervoso começa a trabalhar para reparar essas lesões, produzindo mais tecido muscular através das proteínas do nosso corpo, que foram ingeridas na alimentação (grande importância ter uma dieta balanceada e equilibrada). Então, essas proteínas novas vão se agrupar formando tecido muscular; isso faz com que o músculo aumente de tamanho e ganhe força, já que este tem sua área (área de secção transversa) aumentada e também o número de fibras. Esse processo de recuperação é chamado de síntese proteica e ocorre após a sessão de treinamento; por isso o intervalo entre treinos para o mesmo grupo muscular deve ser prescrito corretamente e respeitado, minimizando assim os riscos de lesão e otimizando os resultados.

Em postagens futuras irei aprofundar um pouco mais sobre a síntese proteica.

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