JOGADA DE CLASSE A história por trás dos novos uniformes da Seleção Brasileira


A copa chegou, todos já entraram no clima alegre e patriota que a competição traz... por isso, o assunto de hoje é sobre moda e futebol. Sim! Você leu certo, duas coisas que parecem não ter ligação, estão mais ligadas do que você imagina!

A CBF se uniu a grandes nomes da moda no Brasil para trazer os novos uniformes da nossa Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, incluindo os usados dentro e fora de campo.

Ricardo Almeida, expert da alfaiataria, foi o escolhido para assinar e requintar o uniforme de viagem do grupo e a Nike foi a responsável pelos uniformes de campo. Dessa forma, eles foram atrás da história da Seleção buscar elementos e fatores importantes para a criação dos uniformes.

Uniforme de viagem


A delegação brasileira foi vista no domingo, 27 de maio (dia em que embarcou para a Rússia), vestida elegantemente com costume (blazer + calça), feitos sob medida, com modelagens que valorizam o corpo atlético dos jogadores, destacando o melhor de cada um.

As produções têm duas versões: a dos jogadores, com camisa e gravatas azuis, e a da comissão, com camisa branca e colarinho levemente mais largo.

A ideia de criar um uniforme para além dos campos surgiu de um apelo de Edu Gaspar, coordenador de seleções da CBF, de resgatar a elegância de seleções nos anos de ouro: 1958, 1962 e 1970 quando o terno era traje social obrigatório.

Em uma entrevista, o Ricardo disse que não gostava dos jogadores com agasalhos, pois não cria a ideia de um time, e que sente confiante com essa nova proposta, pelo fato de os craques já conhecerem o seu trabalho.

O estilista atendeu pessoalmente cada integrante da equipe para a tomada de medidas e o desenvolvimento dos moldes.

“Os jogadores não perderão a própria personalidade e a essência do universo esportivo ao usar uma alfaiataria. Quisemos desde o início respeitar essa premissa, uma vez que eu sempre valorizo, no meu dia a dia, a identidade e o estilo de vida do cliente”, explica Ricardo Almeida.

O tecido escolhido para o costume foi a lã fria, em um azul diferente, que muda perante a luz. Para o forro, em uma mistura de amarelo com dourado, o jacquard estampou os cinco troféus que mudam de azul para amarelo, em um efeito incrível, remetendo ao construtivismo russo.

Uniforme de campo


No uniforme principal da Seleção, a Nike informou que o tom da cor da camisa, é o mais vibrante das duas últimas décadas e foi batizado de Samba Gold ou Ouro Samba, numa inspiração que vem dos anos 1970, época do tricampeonato mundial.

Atrás da nuca, há ainda uma faixa vertical na gola, trazendo o azul de volta à camisa principal depois de 50 anos.

Segundo o Diretor Sênior de Design para Vestuário da Nike Futebol, Pete Hoppins, o tom de amarelo da camisa foi comparado ao tom exato usado em 70. Aquele foi o primeiro torneio mundial transmitido a cores pela televisão. O amarelo vivo e brilhante dos brasileiros era uma representação visual do modo de jogar daquela equipe. Foi um dos momentos mais importantes da história do futebol que foi resgatado com essa mesma energia para a coleção 2018 da Seleção para a Copa.

Já a camisa azul, que faz parte do segundo uniforme, recebeu o título de Azul Celestial e tem uma marca d´água, formada por estrelas que partem do escudo que lembram o uniforme de 94. Mas a principal referência é a Copa de 58, ano do primeiro mundial, na Suécia, onde o azul foi adotado oficialmente como a segunda cor da Seleção, e a primeira estrela no peito, uma honra oferecida apenas aos campeões do mundo. Como novidade, os números voltam a ter a cor amarela. Calção branco e meias azuis completam o uniforme!

Nossa seleção carrega a história do futebol nas roupas, tanto no uniforme de viagem quanto no de campo. Fatos históricos e muito importantes, juntos a momentos de alegria, foram resgatados e espero que realmente traga muita sorte e energia positiva para buscar o hexa!!!

Mostra a tua força, Brasil!!!!

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